terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tuka pt 4: Use Somebody


O fim de tarde sugeria um lugar aconchegante e um café com as amigas. A garoa fina molhava o vidro da porta de entrada com pequenas gotinhas charmosas. Pareciam bolinhas prateadas... E foi no meio das bolinhas que vi as cores de Poulain surgirem, sempre marcado pelo vermelho de sua roupa e o branco da sua pele, contrastando com seu cabelo negro.
Maryah já tinha avisado que se atrasaria; caracteristica peculiar dela. Mas já estávamos acostumadas com isso e já tínhamos chegado a conclusão que sem atrasos, Maryah não teria metade do seu charme.
Minhas férias estavam quase acabando e eu ainda não tinha visto as meninas. Poulain mergulhou de cabeça no trabalho depois que seu 'casamento' relâmpago terminou. Maryah tinha acabado de ser promovida e somente eu estava desfrutando do ócio merecido. Cada uma tinha o ritmo de vida um tanto quanto acelerado, mas sempre arranjávamos tempo para colocar os assuntos em pauta.
Maryah me perguntou sobre o sujeito da festa que fomos juntas aquele dia, e certamente Poulain ficou curiosa pra saber que assunto era esse que ela tinha perdido. Na verdade, senti preguiça de contar. Como sempre senti preguiça de expor todas as coisas incertas que quero que continuem incertas pelo tempo que forem necessárias permanecerem nessa condição. Perguntei se era realmente necessário eu contar naquele momento. Claro que era né?
Precisei de um tempo pra poder expor tudo em palavras. Estava me sentindo envolvida? Curiosa seria a palavra certa. Não queria deixar meu pensamento machista "sujar" o momento, pensando que ele estava sendo insistente e ao mesmo tempo cauteloso porque só estava afim de sexo, como a maioria dos homens costumava fazer. As minhas recusas não eram por falta de vontade, mas era pra manter a situação 'ponderada', no sentido de não permitir que nenhum dos dois agissem somente por impulso e nem meterem os pés pelas mãos.
Então o que posso dizer?
Envolvida não é a palavra certa, então achamos a palavra 'curiosa' como ponto de partida.
Não estava na fase de imaginar como seria minha vida casada com ele. Mas também não tinha vontade de conhecer outra pessoa. Uma só estava bom...
E enquanto eu tentava me encontrar pra poder passar para as garotas em tempo real o que eu estava querendo dessa nova situação, eis que Maryah me interrompe com seu olhar de "warning". Olhei pra trás e lá estava ele parado às minhas costas, acompanhado por um amigo, com um sorriso no rosto, doido de alegria pela coincidência de nos encontrarmos sem marcar nada, em um café qualquer da cidade...

...continua...

Foto: Mariana Lima





sábado, 24 de outubro de 2009

Poulain: Estranhos


Desde a sua chegada, tudo se tornou diferente. A cada passo, a cada madrugada, a cada dose de tequila, eu me sentia quente. Meu rosto avermelhava na sua presença, eu não entendia bem o que aquilo poderia ou pode significar.
Os corredores nunca viram tantas cores reunidas como naquela noite. Fazia calor, tudo conspirava ao nosso favor, até as estrelas pareciam brilhar mais naquela noite.
Os cortes estavam cicatrizando, os hematomas se tornavam amarelados, nossa ligação, foi inevitável desde aquele dia.
Meu genio rude, foi amolecendo, eu não queria me entregar dessa forma, sabendo que amanhã eu não o teria mais...

Entre taças de champagne fomos nos despindo, era como se estivéssimos juntos há anos. Houve mais do que sexo naquela noite. Havia uma outra ligação suprema entre nós, distinta, como éramos um ao outro.
Na manhã seguinte, ele iria embora, pra longe, voltaria pro seu lugar, e eu continuaria aqui, esperando...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bruna B. Sobre homens e mulheres.



Quer saber o que eu acho? Eu acho que toda essa historia maluca entre distorção de valores no relacionamento já foi longe demais. É isso o que eu acho...
Estou cansada de ouvir homens falando de mulheres apenas como objetos sexuais! Eu sei que a mulher foi feita para despertar isso também em vocês, mas eu disse também, a mulher foi feita para muito mais do que isso.
Nós mulheres fomos criadas para completar vocês homens - foi exatamente por isso que nós mulheres fomos feitas a partir de uma costela de vocês, ou vocês acham que se viram bem sem essa costela, ou apenas usando ela para se divertir? O que há de errado com vocês homens, não há nada de mal em querer uma noite de prazer, mas há algo muito mal em querer apenas isso. E acreditem, eu não estou generalizando, aliás, eu não estou falando com vocês como um todo, eu estou falando com a parte de vocês que respira sexo 24 horas por dia, mas eu sei que vocês não são feitos apenas disso... mas então porque não deixar o homem cavalheiro, conquistador, galã, sedutor e mais do que tudo, ENCANTADOR aparecer de vez em quando?
Porque ao invés de dizer a uma mulher o quanto ela é gostosa não dizer o quanto ela fica adorável após um dia corrido de trabalho com um coque feito as pressas só pra te agradar? Porque não dizer que mais sedutor que seu sorriso, apenas os seus olhos quando pensam no futuro? E porque raios não passar a mão em seus cabelos ao invés de sua bunda, só pra variar?
E quanto a vocês mulheres, o que houve com vocês? O que houve com o charme encantador da mulher? O que houve com encontrar o cara perfeito? Eu não estou dizendo pra esperar pelo príncipe encantado, eu sei que ele não existe, mas você sabe melhor do que ninguém de que existe uma pessoa certa pra você. Uma pessoa que vai respeitar seus limites e te amar do jeito que você merece. Mas porque desistir do amor porque algum idiota te tratou mal? Ele é só um cara errado, um tipo pra você aprender que não deve procurar um cara, é ele quem vai chegar até você.
E eu sei, não há nada de errado em querer crescer na vida, em ser independente, mas pra que tentar se fazer de durona? Porque fingir que um homem não poderia ser útil? Ok, eu sei que é difícil, muitas coisas aconteceram, mas se vocês deixarem de se dar o valor e tentarem se tornar um tipo de mulher que se faz de homem sem vergonha só pra esquecer do amor que não se tem, vocês vão cada vez mais ficarem distantes de encontrar a pessoa certa. Eu sei que é difícil, mas vocês precisam encontrar dentro de vocês aquela essência de menina, ela vai fazer com que você encontre sua estabilidade e felicidade amorosa.
Eu só queria que homens e mulheres, de todas as idades, raças e nações lembrassem que a vida é mais do que sexo. Todos nós precisamos de um amor verdadeiro, sexo só por sexo pode até satisfazer o desejo, mas não satisfaz o coração e nem uma vida. Fomos feitos para nos completar também fora da cama, também na hora da crise, também na hora do choro, também na parte chata.
Não esqueçam: o fato de que o valor do amor esta distorcido hoje em dia, não significa em hipótese alguma que o real valor se perdeu. Se vocês apenas se permitirem vão poder encontrar toda a graça e a beleza do amor novamente, lembrem disso.

Imagem: Google.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Era uma vez... uma câmera pt 2

Uma segunda tentativa. Dessa vez a gente explica a ausência de Bruna B:

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Era uma vez... uma câmera pt 1

Para quem acompanha o blog, sabe que recentemente mudamos o nosso layout. E ainda estamos em fase de mudanças. Mas, como sempre há uma câmera filmando por trás da lente que tira a foto, mostramos em primeira mão o que uma filmagem mal feita pode agregar em uma tarde com quase 300 clicks de Mayra Elespp. Os créditos (ou não!?) vão para Henrique Gios, o preguiçoso o cinegrafista preguiçoso:

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Maryah C.: Inevitável

" Nas torturas toda carne se trai..."

Naquele dia eu estava acompanhada. E não apenas neste, mas em todos os outros que o antecederam no ultimo mês , eu desejava não ser, nem estar amante ou mulher de mais ninguém. Apenas dele.
Nossa aproximação foi tão repentina quanto sua aparição. E esta proximidade aparentemente pueril, flertava na mesma medida em que esbarrava com um desejo, cada vez mais ascendente entre nós.

A amizade se estendeu para saídas noturnas, inicialmente com grupo de amigos em comum. O que seria propositalmente um jogo divertido de provocações impostas, se tornou um vínculo inescapável.
Naquela noite em que tudo parecia, como nunca, se encaixar perfeitamente,- das conversas às bebidas-, eu me sentia mais à vontade com ele, do que com qualquer outro que havia.
Quando fomos pra pista, as luzes refletiam apenas o seu olhar, e eu só podia sentir que o meu real interesse em estar ali, e a minha vontade, eram unicamente de ser dele.
Um instante antes de partir para a casa com a minha companhia, só me lembro de ter tocado sua mão e consentido o calor do seu abraço.
A atração sem sentimento só aumentava, sem poder se materializar. Não era uma paixão. Cada momento de resistência a todos os nossos sinais era um novo convite, ao qual eu indispliscente, me rendi e me perdi.
Encontros sempre noturnos não antecipadamente combinados, em locais incrivelmente agradáveis, que perduraram até a derradeira proposta: uma viagem. Uma viagem inviável em todos os sentidos, assim como dar continuação àquela loucura sem data e hora marcada para acontecer.
Naquele tempo, só a razão foi fiel ao demonstrar a gravidade de um convite que, jamais poderia ter saído de verdades inescapáveis, e tanto me envolveram, e que veio ao seu lado, trazer o fim.


Imagem: Google




quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Poulain: (!)


As tardes eram as mesmas desde a sua partida.Aquilo já era pra estar pra lá de passado, mas no fundo eu sentia aquela maldita pontadinha que eu pedia todas as noites pra não sentir mais.
Eu tentava me controlar, me ocupava com coisas que talvez nunca tivessem me ocupado de verdade, e era só ver tons de verde pra me lembrar... DELE. Nunca vi alguém ficar bem nestes tons feito ele. Tudo bem, você pode até achar que é papo de paixão mal resolvida, e realmente é. Quem se importa ? Nem eu me importo mais em assumir que ainda me importo.

Até hoje eu me pergunto, porque isso marcou tanto essa tragetória da minha vida, logo eu que sempre fui bem resolvida (ou pelo menos achava que era) nunca me preocupei com o dia seguinte, ou finjo até hoje não me preocupar... mas na realidade agora tanto faz, afinal os tempos são outros - não temos mais nenhum vínculo social, não frequentamos os mesmos lugares, e nem temos os mesmos gostos. Foi a primeira vez que o oposto me atraiu, eu era descrente até então.
Porém o oposto está pra lá de resolvido, com a sua nova paixão...